Thursday, November 12, 2015

Coisas que NÃO sei - Paulo Renato




Andam à volta do meu pensamento
Palavras a enrolar de coisas que não sei
Seja palavra solta ou com argumento
Fácil de falar palavras que não pensei

Falo de tudo um pouco, sem saber o que é certo
Este tormento que me deixa rouco,
Desperto, para o novo mundo
Pensando vivê-lo, intenso
E profundo,
Cujo o valor imenso
Nos deixa moribundo

Corre... Corre, sem controlar
O destino, tão intensamente
Para querer sê-lo, pessoal,
Perfeito, justo, emocional,
Determinado, mas do tempo
Nada feito, morre...morre
Sem vingar.

Estou atento, sem o estar
Por detrás dum simples olhar,
Imagens que sinto, sem as aprofundar
Não sei a verdade...
Se minto, entre os meus olhos
E a vontade, o sentir
E o argumento.

Sei coisas que não sei
E me deixam surpreendido
Enlouqueço, ora pequei,
Arrependido, ora esqueço
Em branco alvor, ora enalteço
Com sabor, ora apatia,
Sem dor

Não sei coisas que sei,
Num olhar, ao passado
E aprender,
Ah!!!
Visão curta, em terreno enublado
Com o ritmos que corro a vida,
Para trás deixei, em jeito de despedida
Uma doação constante envolta
De momentos abruptos
E emocionantes

Passou o tempo,
Nele ficou a entrega
Ao momento numa construção
De... Lego.
Que esse tempo e a erosão
Apaga na memória
perdura de Lego na próxima Geração
Coisas que Não sei, e Coisas que passei.............

(Ah.. estes momentos de intriga....
Recordação mendiga
Pedras Basilares
De ódio e Amor da nossa Vida
Melhor é sempre falares

Para com o teu Interior)

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