Wednesday, November 28, 2007

Onde estas tu?? - by Tisha


A solidão faz-me companhia
nas pequenas horas da escuridão;
na noite calma e quieta,
não encontro nenhum conforto
nem consolo.

Onde estas tu?
Esqueces-te de mim?
ou ela enfeitiçou-te o corpo?
com as suas garras te agarrou?
e não te larga, nem te dá espaço
para pensar ou respirar?
com um olhar furtivo,
enlouqueceste?
Entre sonhos e ilusões,
promessas e realidades?
Deixaste os sentimentos ao vento,
num mar revolto, à deriva, perdido.

Uma fera, como predadora selvagem,
levou-te a alma, rasgou-me da tua mente,
afastou-me do teu carinho.
Mas com mansidão, calma e submissão,
nem te vou perguntar pormenores,
nem nomes, nem te quero ouvir mentir.
Respeito a tua opção, e a tua liberdade.
O silêncio conhece o meu sofrimento,
luto o resto da noite com pensamentos
da dura realidade, tristes.

A madrugada vermelha,
oferece-me um novo dia,
a lembrar-me dos teus braços,
dos teus beijos ardentes,
da tua voz,
dos nossos desejos,
das nossas loucuras,
nas tardes de verão,
com os nossos corpos
suados de paixão e luxúria.

Onde estás tu??
A deliciar-te na sedução dela,
nos olhos feiticeiros?
Mas o coração é enganoso sobretudo,
e, infelizmente,
seguiste o canto da sereia.
 
Corrigido por Anton

Friday, November 16, 2007

Sickle Moon - by Tisha


Low on the horizon, only a sliver of light
painting the sky in tones of black and white
the city apparently fast asleep at first sight
the cobbled stones silent witnesses to my plight,
Echoing the emptiness I feel tonight

Searching for you, always just out of reach,
I ask myself: "Is feeling lost only just a figure of speech?"
Or am I simply driftwood on a deserted beach
rejected by the sea like an empty bottle of liquid bleach?

Admitting to the deep-set burning desire
that could so easily simply mis-fire
ready to explode like artillery fire
my sanity balancing on a high-strung wire

Oh sickle moon, without any offence,
Disregarding all disciplne and commonsense
help me find an effective self-defense
for my mental healing to commence
the quest for understanding is immense.

Wednesday, October 31, 2007

Today, the very life of Life! - Sanskrit Poem

"Look to this day, for it is Life

The very life of Life

In its brief course

lie all the realities of existence

The joy of growth

The splendour of action

The glory of power

For yesterday is but a memory

And tomorrow is only a vision

But today well lived

makes every yesterday

a memory of happiness

And every tomorrow

a vision of hope.

Look well, therefore, to this day".






Moonshine..magic or madness? - by Tisha



Oh velvet moon, rising above the city's lights,

Illuminating the slumbering night

Look down on my shattered soul's plight

And lift my spirits to your height

My heart is burning with pain,

In everlasting suffering

I patiently therefore remain

Awaiting your purifying cleansing.
 

Catalyser of passions and illusions,

Satellite of earth, lust infusion,

Magic or madness, fountain of delusion?

Oh what a bloody confusion !


Reflecting icily its light
On dancing shadows on cobbled streets
Oblivious to our plight
And to what or whom it cheats
Springs up wounded hearts to flight
Hair blown, throats parched with thirst
To the recesses of the night
Crying over love's Verlust

By Crimsonwreath


On the dancing shadows of the cobbled street,
My hair wind-blown and humid,
My heart racing against my chest,
in my quest to find you,
expectation, excitement,
at the possible conquest,
of untrodden recesses
of body and mind,
Moonshine reflection,
Magic seduction,
lust infusion
adrenalin injection.
by Tisha

Saturday, June 02, 2007

Saudades chuvosas - by Tisha






Um frio a tocar-me os ossos,

com dedos longos; incessante.

Chuva cinzenta, fria, impessoal,

Traz-me o desconsolo inexplicável

de algo que nem sequer conheço

e que não me pertence.


Sinto-me perdida pela noite dentro,

procuro-te -

a memória do teu sorriso,

da tua voz -

mas sem te encontrar,

procuro-te em vão,

sinto o desejo de me enroscar no teu calor,

de me embebedar na aroma da tua pele,

de sentir o teu calor aqueçer-me a alma, o corpo,

até que a satisfação rubra na minha pele,

sirva de evidência dos prazeres inventados,

experimentados, saboreados.
Corrigido por Anton

O AMOR - perigo ou prazer? - by Tisha




Milhares de tinteiros cheios, foram escritos sobre este tema quase inesgotável e sempre actual.

Hoje vou atirar algumas "pedras no charco" 

e dar uma opinião ou duas.

Deu me ao trabalho de procurar somente algumas das milhões de citações que há sobre o tema, 

que nunca faz mal de ler e meditar 
sobre as palavras sábias.

Atravez do que li, nos últimos blogs, 

de vários amigos e amigas, 
chego a seguinte conclusão: 
TODOS de nos necesitamos de tirar um seguro 
contra todos os riscos do Amor! 
Porque???

Ao contrário que podemos pensar, 

o Amor traz consigo riscos, dores, sofrimento, 
perdas, solidão. 
Precisamos de maturidade emocional 
e mental para estarmos preparados 
a enfrentar tudo de mau 
e de bom que o Amor nos oferece. 
Temos de ter frieza mental para saber 
se é um Amor obsessivo, romântico, 
uma fantasia ou uma enfatuação, 
ou simplesmente, o nosso próprio egoísmo.

Como disse o Alexandre Smith:
"O amor não é senão a descoberta de nós próprios nos outros, e o prazer desse reconhecimento."
A Dorothy Parker disse o seguinte:
 

"O amor é como o mercúrio quando se poe na mão. 
Se abrirmos a mão, ele fica. 
Se tentarmos agarrá-lo, foge"
O Han Suyin observa o Amor na seguinte forma:
 

"O amor de um ser por outro só pode ser duas solidões 
que se aproximam, se reconhecem, 
se protegem e confortam uma à outra".
Mas infelizmente, 

como também já foi referido num blog aqui, 
muitas vezes dizer que te amo, 
é só de boca para fora.

Anthony, Arcebispo Ortodoxo Russo de Inglaterra 

descreve isto na perfeição:  
"Tantas vezes ao dizermos: "eu amo-te" 
dizemo-lo Com um "EU" enorme 
e um "tu" minúsculo."
Um aviso forte:  

"Aceita o Amor quando ele te é dado, 
mas NUNCA penses que encontras nele 
um refúgio seguro para o sofrimento 
ou um sossego completo." S
ara Teasdale (1884-1933)

E o grande estadista Inglês disse:  

"A magia do primeiro amor, 
é a nossa ignorância de que ele pode vir a acabar." 
Benjamin Disraeli

A Rainer Maria Rilke concorda Com o Han Suyin em dizer: 

 "O amor consiste em DUAS SOLIDÕES que se protegem 
e se tocam e se saúdam uma à outra."
E EU PESSOALMENTE 

acredito que:  
"O amor é acima de tudo a DÁDIVA DE SI PRÓPRIO!"  
Jean Anouilh (1910-1987)

Mas observa a clareza de espirito 

do Henry Beyle Stendahl quando disse:  
"O amor é como a febre; 
vem e vai sem que a vontade tome parte no processo."
E uma das amantes classicas disse:  

"Quem ama..... acredita no impossível" 
Elizabeth Barret Browning (1806-1861)

"Amar é colocar a nossa felicidade na felicidade do outro".  
G.W. Liebnitz
Ou como afirma o Antoine Salle:  

"O amor é um egoísmo a dois."
O John Dreyden disse no entanto que:
 

"O amor é a recompensa do amor"

"O amor faz milagres todos os dias: 

tais como enfraquecer os fortes e fortalecer os fracos; 
faz loucos os sábios, e sábios os loucos; 
favorecer as paixões, destruir a razão, 
e, numa palavra, 
virar tudo de pernas para o ar." 
Marguerite de Valois

Mas poucos podia ter escrito melhor 

o amor como o sábio Salomão na Bíbilia:  
"Usa-me como um selo no teu coração, 
como um selo no teu braço; 
porque o amor é forte como a morte; 
o ciúme é cruel como a sepultura; 
os carvões que estão em cima dela são brazas do fogo 
que tem a chama mais veemente. 
Nem´muita água consegue matar a sede do amor, 
nem um dilúvio consegue afogá-lo."
E por último a MINHA filosofia sobre o amor 

que tem perfeita eco nas palavras de 
Louis Ginsberg:  
"O amor é o irresistível desejo 
de ser desejado irreversivelmente"!
Mas tenho sempre as palavras do sábio Platão(427-347 a.C.) 

em mente que avisa:  
"O amor é uma GRAVE DOENÇA MENTAL!"
Cada um tira as sua conclusões, 

mas acho que tenho de investir num seguro
contra todos os risco que o amor me pode trazer.

Como disse o ditádo portuguese: 
"Quem não arisca, não petisca. 
Ou quem anda na chuva, molhas".

Beijos Tisha 

(In love or not - take care)

Thursday, March 15, 2007

Se tu viesses ver me hoje à tardinha - Florbela Espanca




Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra:
esse sabor que tinha a tua boca...
o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte...
os teus abraços...
Os teus beijos...
a tua mão na minha...
Se tu viesses quando,
linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca

Sunday, March 11, 2007

Day breaks: The whole of yesterday went falling - Pablo Neruda

XLIX From: ‘Cien sonetos de amor’

Day breaks: the whole of yesterday went falling
among fingers of light and eyes of dream,
tomorrow will arrive with green footsteps:
no one holds back the river of dawn.

No one holds back the river of your hands,
the eyes of your dream, beloved.
You are the tremor of time that runs
between light on end and darkened sunlight.

And the sky closes over you its wings
lifts you and brings you to my arms
with exact, mysterious courtesy.

For this I sing to the day and the moon,
to the sea, to time, to every planet,
to your diurnal voice, to your nocturnal flesh.
foto tirada pelo Tisha

Friday, March 09, 2007

Throbs of Fiery Despair - by Tisha

In memory of Ishmael Abbas

Each sunset brought the dread of disaster,
of fear, of terror, raining from the sky.
The drone of aircraft, hurtling missiles
over city, citizens and innocents!
But why?
For Freedom? For Liberty? 

For a better life?
or for richness; for greed and for strife?
Blinding light, deafening blast,
excruciating pain as missile strikes
obliterating all family and future life.
Burning fire, blinding horror;
the stench of bodies turning coal
imprinted in his soul forever.
Sickening silence;
no father, nor brother,
just mother´s pregnant body
pulverised into oblivion;
shrieks of girlish terror,
mixed with Ali´s shout:
"Please Mommy, don´t leave me now!
I´ll pick you up; I´ll comfort you,
But alas!
My arms are gone!"

Fluid brown, almond eyes,
bewildered and suffering
unmentionable agony,
implore:
"Oh God! Is this Freedom?"

Alas Ali:
"Freedom´s just another word
when there´s nothing left to lose!"




The poem was published in London and New York 
in a Poetry Anthology called: 
"Theater of the mind" 
Author´s Note:

Twelve-year-old Ali´s horrific plight, after his family home was pulverized by a massive USA missile attack on Bagdade, 

left him armless and severely burned, 
traumatized for life, 
has seared my soul and made me cry out 
in utter helplessness at the futility and gross injustice!
His imploring brown almond eyes; 

terrified and in absolute agony, 
have become the symbol of ALL the innocents 
maimed and killed in that illegal war in Iraq.

To Ali´s five-month pregnant mother, 

on whose lap the terrified child was seeking shelter, 
his father, brothers and sisters, 
and thousands of other ANONYMOUS VICTIMS, 
my deepest respects! 
REST IN PEACE!!

Withdrawal Symptoms - Tisha

The storm wild, the sea running high,
Darkness - overwhelming sensation of drowning.
A spinning wheel of feeling, confusion, despair,
craving, desire, daydreaming, emotion.
Complete consonance of congenial craving,
convulsive honey-suckle ecstasy.
Spinal sensation, sensitive skin,
hallucinating desire for satisfaction.
disintegrating dejection distilling desire,
dissipating, suffocating distortion.
Dull pain of memory, hellish dungeon of solitude.
Ecstasy - indulgence of fantasy.
Dangling in space,
total consonancy
convergent fate.

Quem morre? -- Pablo Neruda

Morre lentamente
quem se transforma
em escravo do hábito,
repetindo todos os dias
os mesmos trajectos,
quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is"
em detrimento de
um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam
o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite
pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se
da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto
antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre
um assunto que desconhece
ou não responde quando
lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,

recordando sempre
que estar vivo exige
um esforço muito maior
que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança
fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda

Sunday, March 04, 2007

Anais Nin´s Quotes

"The body is an instrument

which only gives off music

when it is used as a body.

Always an orchestra,

and just as music traverses walls,

so sensuality traverses the body

and reaches up to ecstasy".



"Eroticism is one of the basic means


of self-knowledge, as indispensable as poetry".




"Anxiety is love's greatest killer.

It makes one feel as you might

when a drowning man holds unto you.

You want to save him,

but you know he will strangle you

with his panic".



"We write to taste life twice,

in the moment, and in retrospection".





"I seek only the high moments.

I am in accord with the surrealists,

searching for the marvellous".

Photos from various artists taken from the net

Blog Confessions - by Tisha


It's only a lonely fantasy.
Tired and all alone,
I desire to reach out
and touch you and being touched.

In the early morning hours,
while contemplating the emptiness
around me and the silence of the night,
the complete absence of warmth and sound...

I feel an intense pain on my heart
suffocating me.
If I don't wake up to see the sunrise,
will anyone care?
Will anyone feel my absence?
Will I ever be part of the fondest memories
of someone special?
Or just a forgotten name,
a brief glimpse of existence,
that burned out like a shooting star
in a brief second
and disappeared in the twilight?

Não te amo mais - Clarisse Lispector


Não te amo mais.
Estarei mentindo e dizendo que
Ainda te quer como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

OBS: Agora leia esta poesia de baixo para cima.
Pura arte... pura genialidade...

Tu és a esperança. - Eugênio de Andrade

Tu és a esperança, a madrugada.
Nasceste nas tardes de Setembro,
quando a luz é perfeita e mais doirada,
e há uma fonte crescendo no silêncio
da boca mais sombria e mais fechada.
Para ti criei palavras sem sentido,
inventei brumas, lagos densos,
e deixei no ar braços suspensos
ao encontro da luz que anda contigo.
Tu és a esperança onde deponho
meus versos que não podem ser mais nada.
Esperança minha, onde meus olhos bebem, fundo,
como quem bebe a madrugada.

Que vale esta vida? - W.H. Davies (1871-1940)

Que vale esta vida, se, de tanto cuidar
Não tivemos tempo para parar a olhar?

Sem tempo para ficar à sombra dos ramais
Parados a olhar, tal como os animais.

Sem tempo para ver, quando pelos bosques passar,
Onde na erva os esquilos suas nozes vão guardar.

Sem tempo para ver, com o sol a brilhar,
Rios cheios de estrelas, qual céu à noite a cintilar.

Sem tempo para ver o rosto da Beleza contemplar
E observar os seus pés quando está a dançar.

Sem tempo para esperar até a sua boca poder
O sorriso dos seus olhos finalmente enriquecer.

Que pobre vida esta, se, de tanto cuidar,
Não tivermos tempo para parar a olhar.

W.H. Davies (1871-1940)

Friday, March 02, 2007

Lighthouse Fantasy - by Tisha


Calm is the deep and purple sea,
Stars without a name, murmur in the wind,
while the soul sleeps in the beams of light.
A bright torch, intermittent -
piercing the moon-lit night.
In some untrodden region of my mind,
that undisturbed song of pure content.
In the midst of this wide quietness
there shall be caresses - soft delight,
while winds gently blow,
flaming fire in the breast
Ocean shining in the silver beam of the moon-star,
in the autumn night calm is the deep and shining sea.
The moon, amorous glow-worm of the sky,
shining on the black-winged night,
intermittent light, piercing...
loveliest vision, so bright!
while the soul sleeps in the beams of light
In the midst of this wide quietness
there shall be sweet caresses - soft delight.
Amorous glow-worm of the sky!
Sweet night! Fervent, flaming fire!
Silver beam, piercing delight!
Fantasy house of light!

Unfinished Sensations at Batalha - by Tisha


Through the intricate ornate lattice stonework,

the sun's rays kisses my silken skin 
with champagne kisses,

while the wind whispers yearnings 
of unfulfilled desire...

Hidden in the shadows 
are forbidden secrets, 

unseen by the outsider...

unfinished touches 
in an incomplete sanctuary of senses.

Even during the day, 
the half moon is visible 
above the unfinished chapel,

creating waves of unfinished sensations 
of nostalgic promises,

desires, longings, fear of loneliness, 
rejection, misery.

An incomplete task of unfinished emotions.

The unfinished chapel of Batalha.
foto tirada pela Tisha

Te quero dizer...... - by Tisha



Te quero dizer....
palavras em tons de cereja,
com gotas de orvalho,
com cheiro de jacintos amarelos;
algas adormecidas no azul da água.

O teu corpo alegre,
os teus olhos luminosos, infinitos;
os teu lábios com sabor de uvas maduras,
papoilas vermelhas transparentes,
vinho da videiras nobres.

A tua voz solta, ardente,
trémula de emoção e desejo;
O teu rosto transcende esperanças.
A tua lembrança acalma o meu mar tempestuoso,
a minha solidão, não volta a espreitar.

A majestade do teu corpo cristalino
em segredos confundidos.
A intensidade da nossa paixão
é como um esplêndido amanhecer,
ardente como o fogo.

Quero dizer te....
recordando a tua boca, rosa redonda,
o espesso perfume da tua pele..
e estremecemos em total embriaguez
do delírio dos sentidos.

Complete Surrender - by Tisha


Complicity, expectation

Nervous antecipation,

Joy of reencounter

Instant recognition;

Discovering an instant desire;
Trembling emotion.

Scented oily caresses,

Deliciously sensual.

Soft, silky skin surrenders,

Inviting mutual stimulation.

Primal odour, burning fire;

Pulsating need of satisfaction.

Rounded softness,

Whispered supplications,

Ahhh...to reach the ultimate ecstasy
of total and complete surrender!


International Editor's Choice Award 2007
for displaying original perspective and unique creativity
I am delighted to inform you that your poem "Complete Surrender" has been awarded our prestigious Editor's Choice Award because it displays an original perspective and unique creativity -- judged to be the qualities found most in exceptional poetry. Congratulations on your achievement!