Friday, April 22, 2016

"When doves cry" - Prince


Dig if you will the picture
Of you and I engaged in a kiss
The sweat of your body covers me
Can you my darling
Can you picture this?


Dream if you can a courtyard
An ocean of violets in bloom
Animals strike curious poses
They feel the heat
The heat between me and you


How can you just leave me standing?
Maybe I'm just too demanding
Maybe I'm just like my father too bold

Maybe you're just like my mother
She's never satisfied 
(She's never satisfied)

Why do we scream at each other
This is what it sounds like
When doves cry

Touch if you will my stomach
Feel how it trembles inside
You've got the butterflies all tied up
Don't make me chase you
Even doves have pride


How can you just leave me standing?
Alone in a world so cold? 
(World so cold)
Maybe I'm just too demanding
Maybe I'm just like my father too bold
Maybe you're just like my mother
She's never satisfied 
(She's never satisfied)

Why do we scream at each other
This is what it sounds like
When doves cry


How can you just leave me standing?
Alone in a world that's so cold? 
(A world that's so cold)

Maybe I'm just too demanding 
(Maybe, maybe I'm like my father)
Maybe I'm just like my father too bold 
(Ya know he's too bold)
Maybe you're just like my mother 
(Maybe you're just like my mother)
She's never satisfied 
(She's never, never satisfied)

Why do we scream at each other 
(Why do we scream, why?)
This is what it sounds like
When doves cry

When doves cry 
(Doves cry, doves cry)
When doves cry 
(Doves cry, doves cry)


Don't cry 
(Don't Cry)
When doves cry
When doves cry
When doves cry


When doves cry 
(Doves cry, doves cry, doves cry

Don't cry
Darling don't cry
Don't cry
Don't cry
Don't don't cry






Monday, December 14, 2015

Amar - Florbella Espanca



 
Amar!
Eu quero amar, 
amar perdidamente!
Amar só por amar: 
aqui... além...
Mais Este e Aquele, 
o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! 
E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? 
Indiferente!...
Prender ou desprender? 
É mal? É bem?
Quem disser que se pode 
amar alguém
Durante a vida inteira 
é porque mente!

Há uma primavera 
em cada vida:
É preciso cantá-la 
assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, 
foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, 
cinza e nada
Que seja a minha noite 
uma alvorada,
Que me saiba perder... 
pra me encontrar... 


Florbella Espanca

Saturday, December 05, 2015

Tu és um pouco de tudo - Paulo Renato


Tu és um pouco de tudo, 
Silêncio, Desejo, Ausência
Arrepias-me a pele
Abalas os meus sentimentos
Incendeias o meu corpo,
Tocas a minha alma
E despesas o que é de mim resta,
Mas...
É das tuas palavras
que emerge intensidade
É a tua voz que me acorda
É o teu toque 
Que me leva ao infinito!

Sunday, November 29, 2015

Sensual lips - by Tisha


A pair of pouting lips, 
to embrace your soul, soft and fleshy, 
moist and invitingly sensual.

Lips whispering sweet desires, 
words of comfort, offering gentle repose 
and shelter from trails and tribulations.

Lips in a brilliant smile of welcome, 
of exquisite promises, 
waiting to be fulfilled.

Lips unfolding 
like the fragrant petals of a rose bud, 
dripping with morning dew.

The words spoken by you - Krishna Gandhi



The words spoken by you
Reverberate on and on
In ever-widening circles
Unending, ever-expanding.
My mind a sheet of water
Placid as a Himalayan lake
The few pebbles thrown by you
Create patterns crisscrossing.
A thousand strings un-plucked
Lie deep in my heart, dormant;
The sweet music of your words
Strike chords of many tonal shades.
Emotions undefined, unexpressed
Run through my whole being
Evoking many thoughts and moods
And tensions never experienced.
Poetry springs forth in my heart
Giving forms to the thoughts;
In its wake further thoughts follow,
 
And the chain continues, uninterrupted.

Krishna Gandhi

Amarra teu coração ao meu - Pablo Neruda


 De noite, amada, 
amarra teu coração ao meu 
e que eles no sonho derrotem
as trevas como um duplo tambor
combatendo no bosque
contra o espesso muro das folhas molhadas.
Nocturna travessia, brasa negra do sonho.
Interceptando o fio das uvas terrestres
com pontualidade de um trem descabelado
que sombra e pedras frias sem cessar arrastasse.
Por isso, amor, amarra-me ao movimento puro,
à tenacidade que em teu peito bate.

Com as asas de um cisne submergido,
para que as perguntas estreladas do céu
responda nosso sonho com uma só chave,
com uma só porta fechada pela sombra.

Pensei em acordar-te - Paulo Renato



Pensei em acordar-te... 
Envolta nos teus lençóis... 
Amarrotados pela noite...
Húmidos pelos sonhos... 
Vi teu corpo despertando... 
Do sossegado sono... 
Espreguiçando... sem dono... 
Pensei voar a toda a velocidade 
Com a ligeireza duma águia 
Em movimento ritmado
Como teu corpo suado 
Depois de me amar 
Com toda a liberdade... 
Vi tua face risonha de mulher
Ao acordar um sorriso nos lábios 
De quem esteve a namorar 
Sonhos perpétuos e sábios 
De uma virtual realidade 
Só mesmo quem sonha 
Pode ter esta felicidade 
Saí... 
Saí voando... 
Com o olhar de saudade 
Colado ao teu corpo 
Repleto de ansiedade 
E chorando... ...
Lágrimas de prazer 
Ao ver-te acordar 
Perfume de vermelho rosa 
Plantada no teu leito. 
Como um despertar doce,
Do doce mel que há em ti. 
E... Sorri..
Sorri... 
Eternamente 

Wednesday, November 25, 2015

Plantei uma rosa - António Magalhães Pinto



Dearest and beloved Laetitia,

Just a small poem, for you to start learning this beautiful language, so
appropriate to express feelings and emotions...

Plantei uma rosa em terreno lavrado
por mãos que não eram as minhas!...
E, com todo o cuidado, 
Deixei pousar aí as andorinhas!...

Plantei uma rosa num campo deserto
de Vida, nem que fosse um só grão...
E fiquei à espera, que, depressa, chegasse o Verão!...

Plantei uma rosa, com todo o Amor...
Como se fosse o plantio dum filho...
E dei-lhe o calor duma brasa que ardia, sem brilho!

Plantei uma rosa, com tanta esperança
que a rosa crescesse e abrisse a corola...
Como uma criança que se prepara para ir à escola!

O sol aqueceu! A planta cresceu!
Podei-a, de sorte, que ficasse bem forte!
Com todo o carinho, reguei-a, mansinho!
Vigiei, cuidadoso, o seu caule formoso!
Em cada madrugada, tive-a sempre cuidada!
Ao nascer dum dia, Ana lhe chamaria!
E à espera fiquei, quanto tempo não sei,
que a rosa se abrisse e para mim sorrisse!...
E abriu-se a flor com todo o vigor...

E aí, sucedeu algo estranho!...

A rosa que esperava, a rosa que amava
a rosa tão cuidada, a rosa tanto amada,
a rosa tão forte, a rosa da sorte
a rosa singela, a rosa tão bela,
a rosa do meu querer, não era uma rosa...
Era um Amor de Mulher!...

Yours,
Antonio


Thursday, November 12, 2015

Coisas que NÃO sei - Paulo Renato




Andam à volta do meu pensamento
Palavras a enrolar de coisas que não sei
Seja palavra solta ou com argumento
Fácil de falar palavras que não pensei

Falo de tudo um pouco, sem saber o que é certo
Este tormento que me deixa rouco,
Desperto, para o novo mundo
Pensando vivê-lo, intenso
E profundo,
Cujo o valor imenso
Nos deixa moribundo

Corre... Corre, sem controlar
O destino, tão intensamente
Para querer sê-lo, pessoal,
Perfeito, justo, emocional,
Determinado, mas do tempo
Nada feito, morre...morre
Sem vingar.

Estou atento, sem o estar
Por detrás dum simples olhar,
Imagens que sinto, sem as aprofundar
Não sei a verdade...
Se minto, entre os meus olhos
E a vontade, o sentir
E o argumento.

Sei coisas que não sei
E me deixam surpreendido
Enlouqueço, ora pequei,
Arrependido, ora esqueço
Em branco alvor, ora enalteço
Com sabor, ora apatia,
Sem dor

Não sei coisas que sei,
Num olhar, ao passado
E aprender,
Ah!!!
Visão curta, em terreno enublado
Com o ritmos que corro a vida,
Para trás deixei, em jeito de despedida
Uma doação constante envolta
De momentos abruptos
E emocionantes

Passou o tempo,
Nele ficou a entrega
Ao momento numa construção
De... Lego.
Que esse tempo e a erosão
Apaga na memória
perdura de Lego na próxima Geração
Coisas que Não sei, e Coisas que passei.............

(Ah.. estes momentos de intriga....
Recordação mendiga
Pedras Basilares
De ódio e Amor da nossa Vida
Melhor é sempre falares

Para com o teu Interior)

Tuesday, June 09, 2015

In my sky at twilight - Pablo Neruda


In my sky at twilight you are like a cloud
and your form and colour are the way I love them.
You are mine, mine, woman with sweet lips
and in your life my infinite dreams live.


the sour wine is sweeter on your lips,
oh reaper of my evening song,
how solitary dreams believe you to be mine!



You are mine, mine, I go shouting it to the afternoon's
wind, and the wind hauls on my widowed voice.
Huntress of the depth of my eyes, your plunder
stills your nocturnal regard as though it were water.



You are taken in the net of my music, my love,
and my nets of music are wide as the sky.
My soul is born on the shore of your eyes of mourning.
In your eyes of mourning the land of dreams begin. 

Saturday, June 06, 2015

Soap bubble chasing - by Tisha


As  rainbow prisms of light
reflecting glorious colours in the sun, 
the flimsy bubbles, wet and round, 
are ready to burst in a second 
or at the slightest touch

Dreams and desires of expectation 
easily become illusions
brilliant and exciting at first, 
but fragile and brittle,
wet and bursting into oblivion
at a single touch or a whisp of a breeze
of reality turning into nothing!

Tuesday, May 26, 2015

É Primavera, meu Amor - Florbela Espanca




É Primavera agora, meu Amor!
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor!

Ah! Deixa-te vogar, calmo, ao sabor
Da vida… não há bem que nos não venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha!
Não há bem que não possa ser melhor!

Também despi meu triste burel pardo,
E agora cheio a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, a tua espera…

Pus rosas cor-de-rosa em em meus cabelos…
Parecem um rosal!
Vem desprendê-los!

Meu Amor, meu Amor, é Primavera!…

(Florbela Espanca)

Monday, March 30, 2015

"Birth of Butterfly in a fridge" - by Tisha

7th March 1993

"Shut in"

Cocooned in a silken sheath of protection
Acclimatized to darkness and constant cold
A metaphysical study of ultimate reality.
Abandoned to fate and despair;
Relinquished freedom, 
Suspended pain;
Aborted metamorphosis,
Misshapen wings
never to fly, on Sprng's mellow air, 
abstaining from sweet scented acacia,
buttercups and daffodils, ablaze with yellow
under a clear, blue sky,

Tragic misshapen creature
born in damp, cold darkness
Never, ever to fly!

Thursday, March 26, 2015

Here I love you - Pablo Neruda

Here I Love You
Pablo Neruda

Here I love you.
In the dark pines 

the wind disentangles itself.
The moon glows like phosphorous 

on the vagrant waters.
Days, all one kind, 

go chasing each other.

The snow unfurls 

in dancing figures.
A silver gull 

slips down from the west.
Sometimes a sail. 

High, high stars.

Oh the black cross of a ship.
Alone.
Sometimes I get up early 

and even my soul is wet.
Far away the sea sounds 

and resounds.
This is a port.
Here I love you.

Here I love you 

and the horizon hides you in vain.
I love you 

still among these cold things.
Sometimes my kisses 

go on those heavy vessels
that cross the sea towards no arrival.
I see myself forgotten 

like those old anchors.
The piers sadden 

when the afternoon moors there.
My life grows tired, 

hungry to no purpose.
I love what I do not have. 

You are so far.
My loathing wrestles 

with the slow twilights.
But night comes

and starts to sing to me.

The moon turns 

its clockwork dream.
The biggest stars 

look at me with your eyes.
And as I love you, 

the pines in the wind
want to sing your name 

with their leaves of wire.


Pablo NerudaPoema n º 18
 Português

Aqui te amo
Nos sombrios pinheiros 

desenreda-se o vento
a lua fosforesce 

sobre as águas errantes
andam dias iguais a perseguir-me.

Desperta-se a névoa 

em dançantes figuras.
Uma gaivota de prata 

desprende-se do ocaso.
Às vezes uma vela. 

Altas, altas estrelas.

Ou a cruz negra de um barco.
Sozinho.
Às vezes amanheço 

 e até a alma está húmida.
Soa, ressoa o mar ao longe.
Este é um porto.
Aqui te amo.

Aqui te amo 

e em vão te oculta o horizonte
Eu continuo a amar-te 

entre estas frias coisas
Às vezes vão meus beijos 

nesses navios graves
que correm pelo mar 

onde nunca chegam.

Já me vejo esquecido 

como estas velhas âncoras.
São mais tristes 

os cais quando fundeia a tarde.
A minha vida cansa-se 

inutilmente faminta.
Eu amo o que não tenho. 

E tu estás tão distante.

O meu tédio forceja 

com os lentos crepúsculos.
Mas a noite aparece 

e começa a cantar-me
A lua faz girar 

a sua rodagem de sonho.

Olha-me com os teus olhos 

as estrelas maiores.
E como eu te amo, 

os pinheiros no vento
querem cantar o teu nome 

com as folhas de arame.